Stacey Lannert com 18 anos, matou seu pai, cansada de abuso sexual

Stacey Lannert era muito jovem e era muito amiga de seu pai. No entanto, quando sua mãe, Tina, se divorciou e se mudou, deixando a família, o pai começou a beber mais que o habitual.

Depois de uma década de abuso, Stacey decidiu que bastava. Em 4 de julho de 1991, depois de ser estuprada por seu pai bêbado regularmente por 10 anos e ameaçada de morte se ela contasse, Stacey Lannert o ouviu molestar a irmã mais nova, Christy, que ela tinha passado sua vida jovem protegendo. Stacey, então, com 18 anos, matou seu pai enquanto ele estava embriagado no sofá.

A menina confessou o crime e contou que não aguentava mais abusos de seu pai contra ela e sua irmã.

A irmã de Stacey, Christy, de 16 anos, também foi presa e acusada de conspiração para cometer o crime e foi condenada à 5 anos de prisão.

A psicóloga Marilyn Anne Hutchinson testemunhou que Stacey não estava no controle de suas ações quando matou seu pai. Ela alegou que Stacey tinha “surtado”, acrescentando que ela tinha “agido por terror”. Hutchinson se especializou no tratamento de sobreviventes de abuso sexual e disse que era evidente que Stacey estava sofrendo de uma desordem dissociativa que foi resultado de abuso sexual prolongado.

Rejeitando uma defesa por insanidade, o júri condenou Stacey por homicídio, pegando prisão perpétua sem a possibilidade de liberdade condicional. No entanto, em 2009, o governador do Missouri, Matt Blunt, comutou a sentença de prisão perpétua de Stacey para 20 anos. Ela foi libertada após cumprir 18 anos.

Após sua libertação, Stacey disse que se arrependeu de ter tirado a vida de seu pai antes que ele tivesse a chance de se arrepender de seus próprios crimes. Desde que está livre, Stacey fundou uma organização sem fins lucrativos chamada Healing Sisters para oferecer ajuda para mulheres que sofreram abuso. E atualmente ela trabalha como defensora pública.

Fonte: Livro “Redemption: A Story of Sisterhood, Survival, and Finding Freedom Behind Bars”

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